Manu Jacob

“Quem é e o que pensa a esquerda em Goiás” Confira a entrevista da Manu Jacob

Pesquisa realizada pela Revista de Ciência Política da Universidade Católica do Chile (em parceria com o colega Oswaldo Amaral, da Unicamp) mostra que há sub-representação de minorias nos partidos políticos brasileiros. As mulheres somam um terço dos filiados, mas menos de um quarto dos militantes mais ativos, que dedicam ao menos 10 horas por mês ao partido.

Um filiado homem, aponta a pesquisa realizada em 19 cidades, tem 54% a mais de chances de se tornar um militante mais engajado se comparado a uma afiliada mulher. Elas apontam que  enfrentam além da jornada casa-trabalho, a jornada partido. O que forma uma tripla jornada. Pretos e pardos representam cerca de um quarto dos filiados, estando também sub-representados em relação à proporção encontrada na população.

Manu Jacob, pré-candidata do PSOL à prefeitura de Goiânia | Foto: Arquivo Pessoal

Para Manu Jacob, pré-candidata a prefeitura de Goiânia pelo PSOL, a luta da esquerda deve estar intimamente ligada às lutas do povo que vive do trabalho, seja formal ou informal. Mas também de mãos dadas com a luta daqueles que sofrem com a opressão e o preconceito cotidiano, como as mulheres, negros, LGBTQI+.

Ela diz que os trabalhadores estão perdendo direitos e a violência cresce contra os oprimidos. E que isso se reflete na cidade de Goiânia. As mulheres negras pobres são as maiores vítimas de violência da cidade. Apesar de mais da metade da população ser de mulheres, e também dos eleitores, e de terem maior escolaridade, a representatividade na política ainda é muito pequena.

O Brasil é um dos países mais desiguais na América Latina e no mundo em participação de mulheres na política. O país ocupa o 152° lugar em participação das mulheres em cargos eletivos federais. Na esfera municipal, apenas 13,5% dos vereadores e 12% dos prefeitos são mulheres. Em 2018, foram eleitas 77 deputadas federais, subindo de 11% a 15% a participação no Congresso. No entanto, na Assembleia Legislativa de Goiás, há somente duas deputadas mulheres, o que mostra o abismo de representatividade.

Manu lembra, no entanto, que não basta as candidaturas de mulheres se elas representam interesses exclusivamente masculinos e não se interessam em mudanças no status quo para uma sociedade com mais igualdade de gênero. “Assim, precisamos de mulheres feministas ocupando espaços de poder nas três esferas do poder e que compreendam o feminismo de forma interseccional, considerando as questões raciais, étnicas, de gênero e de classe”, avalia.

Fonte: https://www.jornalopcao.com.br/reportagens/quem-e-e-o-que-pensa-a-esquerda-em-goias-242795/

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