Candidata Manu Jacob propõe flexibilização tributária para pequenos negócios

Adriana Marinelli

Goiânia – Candidata à prefeitura de Goiânia pelo PSOL, Hemanuelle Jacob participou, nesta sexta-feira (2/10), do projeto AR Sabatina e, na ocasião, apresentou suas principais propostas para a capital. Manu Jacob (PSOL), como é conhecida, propôs, entre outras coisas, flexibilização tributária para pequenos comerciantes, que foram, conforme destacou, bastante impactados no período de pandemia do novo coronavírus. “Será um auxílio para a retomada econômica na nossa cidade”, disse.

A candidata também propôs mudanças na área da educação, principalmente para tornar a tecnologia mais acessível. Ela destacou que o PSOL defende o retorno das aulas presenciais apenas após a aprovação da vacina para covid-19. Manu Jacob também apresentou suas ideias para o transporte coletivo. “Hoje as empresas não cumprem nem o contrato”, criticou ao defender a municipalização do serviço. Veja entrevista na íntegra:

PSOL terá como tema de campanha em Goiânia “Vidas Acima dos Lucros”

PSOL pretende apresentar o tema “Vidas Acima dos Lucros” como um dos principais assuntos na campanha eleitoral em Goiânia. A pré-candidata pelo partido, Hemanuelle Jacob lamenta por fazer campanha em um ambiente inseguro, com pessoas morrendo pela Covid-19. Ela explica que o tema a ser destacado vai além da pandemia do novo coronavírus.

Hemanuelle relatou que no dia a dia da população, há várias situações em que os lucros estão acima da vidas das pessoas. Ela cita como exemplo, os constantes problemas no transporte coletivo, em que houve um agravamento durante a pandemia, devido ao risco de proliferação da Covid-19.

Para Hemanuelle, o transporte seria uma situação a ser melhor gerida pelo poder público, que na avaliação dela acaba negligenciando em detrimento de um serviço de qualidade ao cidadão. Ela defende a municipalização do sistema.

Essa questão Vidas Acima dos Lucros não está apenas relacionada coma pandemia, que a gente acha que a prefeitura neste momento errou, e desde o início vem errando. Além da pandemia, nós temos algumas prioridades que refletem essa questão das Vidas Acima dos Lucros. É preciso ter coragem para enfrentar, por exemplo, os acordos da prefeitura com as empresas de ônibus. A nossa proposta é de municipalização do transporte coletivo.

Para a pré-candidata, a privatização não resolve uma série de problemas. Além disso, as empresas acabam visando números, como redução de custos, lucros, em detrimento de uma melhor prestação de serviços.

A gente entende que a privatização dos serviços públicos não é uma questão que traz benefício para a população, uma vez que as empresas particulares visam os lucros e não benefícios aos usuários. Hoje as empresas recebem por passagem, ou seja, quanto mais passageiros tiver é melhor pra elas, e isso quanto mais ônibus lotados melhor.

Conselhos Populares

Outra proposta a ser apresentada na campanha é a instituição de comitês regionais para definição de políticas públicas a serem implantadas, com orçamento participativo. A ideia é que temas sejam construídos nestes grupos a serem montados em diferentes regiões da cidades, para que depois possam ser tocados.

“Todas as propostas que vamos tocar está relacionada com os conselhos populares, inclusive com os projetos que nós vamos mandar para a Câmara Municipal, depois que a população tiver participado”, explicou.

Fonte: https://www.emaisgoias.com.br/psol-tera-como-tema-de-campanha-em-goiania-vidas-acima-dos-lucros/

Pré-candidatos a prefeito avaliam combate ao coronavírus em Goiânia

Quatorze nomes se apresentaram para a disputa na capital. De forma geral, eles criticam o posicionamento do Paço em relação ao enfrentamento da crise
Goiânia tem 14 pré-candidatos ao cargo de prefeito da capital nas eleições de 2020. Enquanto o prefeito Iris Rezende (MDB) ainda não se manifestou publicamente se participará ou não do pleito, nomes de diferentes partidos se apresentaram para integrar a disputa pelo Paço. Inevitavelmente, os aspirantes à vaga já começam a debater os temas mais cruciais da administração pública, passando, é claro, sobre a forma como a gestão atual desempenha o combate à pandemia do novo coronavírus.

O contexto atual é de retomada das atividades produtivas e, nesta seara, a capital tem basicamente aderido às sugestões do Governo Estadual na gestão da crise. O fato mais recente foi a adoção da quarentena intermitente, que consistiu em 14 dias de fechamento seguidos por outros 14 de abertura. Nesta segunda-feira (13), no entanto, Iris assinou decreto que promove a retomada e suspende a quarentena. Desse modo comércios só voltarão a fechar caso os índices de saúde indiquem a necessidade. O Ministério Público de Goiás cobra os critérios seguidos para essa tomada de decisão.

De forma geral, os pré-candidatos criticaram a administração no que tange à postura de Iris em seguir orientações estaduais sem, segundo eles, intensificar diálogos do poder público com o setor produtivo. Chamaram também atenção para os moldes da quarentena 14×14 e para questões relacionadas ao transporte coletivo, que gera aglomerações diárias. Confira:

[…]

Hemanuelle Jacob entra pela primeira vez em uma disputa eleitoral. Ela é pré-candidata pelo PSOL. Para ela, a última medida de isolamento social precisou ser adotada porque faltaram medidas mais eficazes no início da pandemia. Hemanuelle avalia que políticas de conscientização poderiam ter surtido efeito logo no início da crise.

“Goiânia está neste cenário devido a negligências anteriores. Por exemplo, se a quarentena tivesse sido levada a sério, os governos tivessem estruturado melhor as políticas de conscientização, a gente não teria chegado neste cenário que estamos vivendo hoje. O escalonamento vai ajudar, mas não vai resolver”, disse.

A pré-candidata do PSOL acredita que a partir da reabertura das atividades não haverá “força” suficiente para fechá-las novamente no ciclo 14×14 que estava previsto. Ela se preocupa com a reabertura em um momento que há uma alta ocupação de leitos hospitalares na cidade.

Fonte: https://www.emaisgoias.com.br/pre-candidatos-a-prefeito-avaliam-combate-ao-coronavirus-em-goiania/

Uma rosa vermelha: Mulher, afrodescendente e trotskista quer ‘conquistar’ o Poder em Goiânia

Hemanuelle Jacob, da fração ‘Resistência’, do Psol, é professora graduada em Educação Física, mestre em Educação Básica e com curso de aprimoramento pela Capes, no Canadá

 Por Renato Dias

Mulher. Adepta das ideias de Liev Davidovich Bronstein, nom de guerre Leon Trotski. O líder da revolução socialista na Rússia, ocorrida no dia 26 de outubro ou 7 de novembro de 1917. Em um país de capitalismo tardio. Envolvido na primeira guerra mundial. Ela quer o afastamento do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. Mais: faz oposição ao governador do Estado, Ronaldo Caiado [DEM]. Assim como se coloca como contraponto ao prefeito de Goiânia, Iris Rezende [MDB]. É a candidata do Psol [Partido Socialismo e Liberdade]. Sigla criada em 2004. Uma dissidência à esquerda do PT. À Prefeitura Municipal de Goiânia. É Hemanuelle Jacob: 34 anos de idade. Linda, gauche, cult & radical. Singular e rebelde. Professora da rede estadual de ensino. Coordenadora do Colégio Pedro Gomes, em Campinas. Graduada em Educação Física, mestre em Educação Básica e com curso de aprimoramento pela Capes no Canadá.

_ Com uma plataforma alternativa para Goiânia. À esquerda. Cidadã. Socialista.

Programa de Transição

Com socialismo e liberdade, diz. Para reinterpretação, uma releitura, do ‘Programa de Transição’, explica. Uma agenda para a contemporaneidade, passível de ser executada, informa. Com a municipalização dos serviços de transportes públicos, pontua. Além da ampliação dos investimentos nas áreas de Saúde e Educação, registra. Para os bolsões periféricos, destaca. Animada com a possibilidade de ir para o segundo turno das eleições de 2020, na Capital, a professora de Educação Física anuncia o mote político de sua pré-campanha _ ‘Uma outra Goiânia é possível. É uma alternativa factível ao DEM, Centrão, MDB, atira. Uma aliança, mais ampla, é possível, sim, no plano nacional, admite. As legendas que poderiam compor uma frente de esquerda, com uma plataforma socialista e republicana, seriam Psol, PT, PC do B, PCO, PCB, PCR _ Unidade Popular _ e até o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado [PSTU], afirma. Sem a capitulação conservadora, em nome de suposta governabilidade, ataca.

_ Vamos ganhar as eleições.

Projeto nacional

O Psol lançará, em 2020, na corrida eleitoral à Prefeitura Municipal de São Paulo, o sociólogo e psicanalista Guilherme Boulos, líder do MTST [Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto]. Um marxista. A sua vice deve ser a deputada federal Luiza Erundina. Ex-prefeita de São Paulo, ex-ministra da Administração. A responsável pela abertura da Vala Clandestina do Cemitério de Perus, em São Paulo, com a descoberta de 1.045 ossadas, entre elas de desaparecidos políticos como Flávio Carvalho Molina e Frederico Eduardo Mayr. Os dois militantes do revolucionário Molipo. O Movimento de Libertação Popular, que adotou a estratégia de luta armada contra a ditadura civil e militar. Derrotar o prefeito do Rio de Janeiro. O neopentecostal Marcelo Crivella. Da Igreja Universal do Reino de Deus. É a nova missão do deputado federal Marcelo Freixo. O homem que formulou denúncias e dirigiu a CPI contra as Milícias. Os milicianos seriam os responsáveis pela morte da vereadora do Psol _  Marielle Franco. Executada. A sangue frio.

– Crime sem castigo.

Fonte: https://ocanedense.com.br/uma-rosa-vermelha-mulher-afrodescendente-e-trotskista-quer-conquistar-o-poder-em-goiania/?fbclid=IwAR0p5BqW2-5eb6tDsZfgR4aNsI3lm_-a5FpU175yEOk8NZgPrJJIxn2pvY4

“Quem é e o que pensa a esquerda em Goiás” Confira a entrevista da Manu Jacob

Pesquisa realizada pela Revista de Ciência Política da Universidade Católica do Chile (em parceria com o colega Oswaldo Amaral, da Unicamp) mostra que há sub-representação de minorias nos partidos políticos brasileiros. As mulheres somam um terço dos filiados, mas menos de um quarto dos militantes mais ativos, que dedicam ao menos 10 horas por mês ao partido.

Um filiado homem, aponta a pesquisa realizada em 19 cidades, tem 54% a mais de chances de se tornar um militante mais engajado se comparado a uma afiliada mulher. Elas apontam que  enfrentam além da jornada casa-trabalho, a jornada partido. O que forma uma tripla jornada. Pretos e pardos representam cerca de um quarto dos filiados, estando também sub-representados em relação à proporção encontrada na população.

Manu Jacob, pré-candidata do PSOL à prefeitura de Goiânia | Foto: Arquivo Pessoal

Para Manu Jacob, pré-candidata a prefeitura de Goiânia pelo PSOL, a luta da esquerda deve estar intimamente ligada às lutas do povo que vive do trabalho, seja formal ou informal. Mas também de mãos dadas com a luta daqueles que sofrem com a opressão e o preconceito cotidiano, como as mulheres, negros, LGBTQI+.

Ela diz que os trabalhadores estão perdendo direitos e a violência cresce contra os oprimidos. E que isso se reflete na cidade de Goiânia. As mulheres negras pobres são as maiores vítimas de violência da cidade. Apesar de mais da metade da população ser de mulheres, e também dos eleitores, e de terem maior escolaridade, a representatividade na política ainda é muito pequena.

O Brasil é um dos países mais desiguais na América Latina e no mundo em participação de mulheres na política. O país ocupa o 152° lugar em participação das mulheres em cargos eletivos federais. Na esfera municipal, apenas 13,5% dos vereadores e 12% dos prefeitos são mulheres. Em 2018, foram eleitas 77 deputadas federais, subindo de 11% a 15% a participação no Congresso. No entanto, na Assembleia Legislativa de Goiás, há somente duas deputadas mulheres, o que mostra o abismo de representatividade.

Manu lembra, no entanto, que não basta as candidaturas de mulheres se elas representam interesses exclusivamente masculinos e não se interessam em mudanças no status quo para uma sociedade com mais igualdade de gênero. “Assim, precisamos de mulheres feministas ocupando espaços de poder nas três esferas do poder e que compreendam o feminismo de forma interseccional, considerando as questões raciais, étnicas, de gênero e de classe”, avalia.

Fonte: https://www.jornalopcao.com.br/reportagens/quem-e-e-o-que-pensa-a-esquerda-em-goias-242795/

“PSol em Goiânia vai repensar atuação no meio digital” diz Manu Jacob do PSOL

PSol realizou a primeira reunião remota na última semana. O partido, que ainda trabalha na construção de uma chapa de vereadores tem meta de fechar 50 pré-candidatos. Entre os postulantes, o ex-senadoriável Fabrício Rosa e a ex-pré-candidata a prefeitura pela legenda, Mariana Lopes. Manu Jacob permanece na corrida pelo paço municipal.

Segundo Manu, desde o último pleito [presidencial], a presença nas redes sociais se tornou mais forte. Neste momento de pandemia do novo coronavírus, estas serão ainda mais necessárias. “A campanha do PSol é muito pé no chão. Feiras, universidades. Teremos que repensar para um formato mais virtual”, revela.

Um dos pontos destacados pela pré-candidata é que, nesta semana, o PSol Goiânia chegará às redes sociais e ganhará, também, uma plataforma. “O que há de desafio, não só para o PSOL, mas de todos, é levar nossas políticas à rede em um período de muitas fake news. Então, o objetivo é trabalhar com a verdade sempre e chamar pessoas da sociedade para compor conosco.”

De acordo com ela, serão chamados diversos setores da sociedade para discutir os problemas, não somente pessoas ligadas ao partido. “Para discutir e contribuir. Não dá pra conversar só com quem concorda com a gente”, afirma.

Gestão atual

Manu acredita que Iris Rezende (MDB) dispute o pleito. Apesar de reconhecer as contribuições do gestor para Goiás e Goiânia, Jacob pensa que ele deveria dar oportunidade para os outros. “Como uma questão pessoal”, diz e emenda: “Já fez muito, não vou desconsiderar, mas são outros tempos. Outras formas de encarar os problemas. Além disso, ele suspendeu mais de 3,1 mil servidores temporários.”

Para ela, as pessoas também precisam mudar o jeito de pensar a cidade, que é muito jovem, e tem sido governada de forma conservadora. “Esta gestão destituiu a secretaria de Igualdade Racial, políticas voltadas para a diversidade não tem espaço. E hoje é fundamental. Não é só ter mulher em secretaria, mas políticas de acesso”, conclui.

Fonte: https://www.emaisgoias.com.br/psol-em-goiania-vai-repensar-atuacao-no-meio-digital-diz-manu-jacob/

Coração aberto para ser a voz dos oprimidos, diz pré-candidata do PSOL em Goiânia

PSOL decidiu, em plenária, que Manu Jacob será sua pré-candidata a prefeitura de Goiânia. Ela foi escolhida por 47 a 19 votos, diante de Mariana Lopes, que também havia colocado o nome à disposição. A eleita afirma que está com o coração aberto e com muita tranquilidade para ser a voz da periferia, das mulheres e dos oprimidos.

Ao Mais Goiás, Manu informou que o próximo passo é o construir o programa de governo, que será feito junto à sociedade e movimentos sociais. Segundo ela, “não dá para pensar no programa, sem falar com o pessoal que está no chão e vive Goiânia”.

Professora da rede estadual, a psolista defende as bandeiras da educação, saúde e segurança gratuitas, públicas e de qualidade. Questionada acerca da dificuldade de um partido como PSOL, com pouca tradição em Goiás, superar os demais, ela afirma que o intuito da sigla é fazer um contraponto.

“Sabemos que Goiânia é uma cidade de candidatos mais conservadores, mas queremos apresentar uma alternativa que dialogue diretamente com os problemas da cidade e para fazer uma disputa ideológica, diante do cenário que vivemos”, afirma e observa: “Aqui, o governo Federal, estadual e municipal tocam a mesma política.”

Além disso, Manu destaca que, o objetivo principal do PSOL é eleger vereadores. “Fabrício Rosa, ex-candidato a senador, é um dos nossos principais nomes, mas queremos eleger vereadores”, reforça.

Mulheres

Neste ano, o pleito em Goiânia terá número recorde de postulares mulheres ao paço municipal. Além de Manu, devem disputar: Dra. Cristina, Adriana Accorsi (PT) e Maria Ester (Rede).

Segundo Manu, O PSOL não incita rivalidade entre as mulheres. “Elas têm conseguido mais espaço político na última década. Conquistado com muita luta”, ressalta.

Ela, que vê esse pleito de forma diferenciada, graças a estes números, afirma que cada mulher que representa sua sigla, tem um olhar diferenciado para a sociedade. “E a sociedade só tem a ganhar com as propostas que essas mulheres vão trazer.”

Para Manu, elas fazem política de forma diferente, pois são conciliadoras. “Têm sensibilidade. Inclusive por da luta cotidiana. Nascer mulher é um ato de resistência.” Por fim, ela reforça que está com o coração aberto e com muita tranquilidade para ser a voz da periferia, das mulheres e dos oprimidos.

Fonte: https://www.emaisgoias.com.br/coracao-aberto-para-ser-a-voz-dos-oprimidos-diz-pre-candidata-do-psol-em-goiania/